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Um ritual reunindo várias etnias marcou, na tarde desta terça-feira 27, o início oficial da nona edição do Fórum Social Mundial (FSM), em Belém do Pará. A programação começou com a caminhada de abertura do evento, denominada “Da África para a Amazônia”, com início marcado para as 15h.
O trajeto iniciou na escadinha do Cais do Porto, na Baía de Guajará (Cidade Velha) e segue, até a Praça do Operário, em São Brás, passando pelas avenidas Presidente Vargas, Nazaré e Magalhães Barata. Milhares de pessoas seguem a caminhada neste momento embaixo de chuva e lotam a avenida Presidente Vargas.
O ritual, que conta com a participação de representantes de comunidades de índios e quilombolas, foi organizado pelo Centro de Defesa do Negro no Pará (Cedenpa), Grupo de Trabalho (GT) do Índio, entre outros. Participam da caminhada estudantes, representantes de movimentos religiosos, cooperativas, partidos políticos e entidades internacionais, como a Campanha de Articulação Global para Abolição da Guerra e a Iniciativa das Pessoas do Sul da Ásia (SAPI).
As apresentações africanas e indígenas representam a mudança do local da última edição do FSM, no Quênia (África) para a Amazônia. O Fórum Pan-Amazônico chama a atenção do mundo, através de sons e movimentos característicos, para a luta destes povos e demais bandeiras levantadas contra a desigualdade social.
A caminhada de abertura saiu da orla da Baía do Guajará, representativa da região amazônica que, pela primeira vez, abriga os participantes do Fórum. A estimativa é de que o Pará receberá cerca de 100 mil pessoas durante o evento, que segue até o dia 1º de fevereiro.
A capital paraense sediará o Fórum Social Mundial durante esses seis dias e, segundo a organização do evento, a cidade assume o papel de “centro da cidadania planetária e referência mundial no questionamento à desigualdade, à injustiça, à intolerância, à devastação ambiental”, assim como na luta contra os mais diversos tipos de preconceitos.
As diversas atividades serão desenvolvidas principalmente na Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Rural da Amazônia (UFRA), localizadas às margens do rio Guamá. Outros espaços também estão sendo utilizados para os fóruns paralelos (como de Mídia Livre e o de Educação), como o Hangar, Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
Por Luciane Barros - Secom
Fonte: Agência Pará de Notícias (http://www.agenciapara.com.br/)
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